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POSSIBILIDADES

 
    POSSIBILIDADES
 
         Quero dedicar esse poema àquelas
         Almas que habitam este Recanto e vivem
         Sobre a linha do horizonte das sua existências.
         Sabendo das viagens do ver...

Agora nunca vou saber se eu já existi assim,
Tal qual existo hoje,
Até penso que não...

Mas, então, como não morrer
Se me apago na passagem,
E fui o que fui,
Para ninguém colher?

Tento entender,
Mas, não consigo ver como é morrer:
Simplesmente desaparecer toda a consciência?

Se fosse assim,
Eu não saberia da morte,
Nem do que vem de onde não sei
E conta-me das coisas que me levam
Além da fronteira de mim...

Na verdade, eu sou o que colho agora:
Um dia me surpreenderei colhendo-me a mim,
Mas, sem saber que sou eu que fui assim,
Continuarei pensando o que será de mim
Quando eu me apagar...
         
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 23/09/2006
Reeditado em 18/10/2006
Código do texto: T247655

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
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Chico Steffanello