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ONDE ANDA MEU HOMEM?

Em nenhum momento te tenho tanto
quanto aquele em que te busco,
já sabendo antes que não irei encontrar-te.
Mais do que nunca me admito apaixonada.
E então me perco por aí
numa selva de cafés, ruas desconhecidas,
bares abarrotados de ninguém que interessa.
E continuamente insisto
no desvario de buscar-te.
Deliciosa angústia me vem
se penso reconhecer-te em algo:
toda minha pele em alerta,
meus pelos eriçados te nomeiam,
minha pupila procura
por todo indício que te introduza
neste espaço exclusivo
onde só tua imagem prevalece,
de onde só tu te aproximas,
apenas tu te instales e permaneças.
Para sempre.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 15/06/2005
Código do texto: T24809

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154011 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 09:59)
Débora Denadai