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balada do odioso

não és o umbigo das coisas,
        nem o requiem da glória...

és o infeccioso,
       o rosto desfigurado,
       a fétida coisa,
       a fíbula sem veste,
       o escárnio mal-dizer,
       o feudo intolerável...

não és o olho do dia,
        nem o canto da cigarra...

és o que mata,
            que do vinho faz sangue,
            que envenena a palavra,
            que se vomita a si próprio.
João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 24/09/2006
Código do texto: T248111

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos