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Marcas duma paixão

Nossa ternura habituou-se entre todas as noções,
Extinguiu-se o afeto em todas as ocasiões,
Para ressurgir do nada e viver para sempre.

Ficou na lembrança o que não veio à tona,
Até porque a despedida deu-se agora,
E mesmo distante sente-se o calor de outrora

Seu adeus entre murmúrio de afeição,
Um até sempre, talvez...
Uma constrição na alma, soluço no coração,

Mãos desocupadas, corpo na sofreguidão,
Parado, sem luta para essa união.
Até um dia, talvez...
Essa lembrança vai nutrindo o coração,
Despojado de abraços, no ardil da aflição.

Talvez um dia, a anunciada aurora.
Venha clarificar esse existir.
Vou confinar dentro de mim agora

Arriscar-me sustentar teu olhar infante,
Teu corpo abrasador, tenro e potente,
Talvez, lá no fundo finalmente,

Eu possa te encontrar pleno, retido,
Aguardando o tempo adequado para o fim
Da união, e um dia, talvez...
Não viveremos mais ano-luz nem lembrança
No coração.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 25/09/2006
Reeditado em 25/09/2006
Código do texto: T248698
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso