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Festa do Homem

estou partipando
da maior
liquidação
dos tempos,
que de avêssa,
ainda
está andando.

fui às ruas
e vi tudo
se vendendo:
desde o
pobre par de
sapatos,
à moça que,
dizem ser,
a mais nobre da
praça,
e, por isso,
seu preço é
dobrado.

só vendo !

as festas e a zonas,
iguais à casa de
seu Chifrônio,
são totais,
e os vinténs
correm de mão
em mão,
que se abrem igual
à camada de
ozônio.

não é fantasia, não!

não diria,
se não fosse
de todo verdade,
e coberto de mel
e chamas de
broas passadas,
que dá até
tosse.

na festa,
acabei
me vendendo também.

à preço de custo!

pois bobo não sou,
e sei quanto valho
sem dar
qualquer
susto !

me compraram
por duas moedas
e um par de
galochas.

fui feliz
pra casa do dono.

afinal,
quem não se
vende
nos dias
de hoje?

ou
da cabeça não regula
ou de todo é tonto !

tinha até
homem vendendo
falência
do espírito !

quis chorar,
mas não deu tempo,
pois
já estava vendido,
e meu novo
dono
gostava de
brincar de
matar,
sem correr.

e, sem mal falar,
eu era o próximo
da festa do homem,
a aprender a dançar.

ou,
o principio
de aprender
a morrer !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 25/09/2006
Código do texto: T249006
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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