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Doce Vinho

Doce vinho
que arruela
a solidão;
pavia a dor
insensibiliza
o andar.

Vira a vida torto,
num copo.
Deixa prá lá
os medos do corpo.

Nem sempre foi assim,
nem sempre foi
pôr-do-sol.

Teve um dia de várias
vidas: abraços e beijos -
as mesuras de minha vida !

Teve um dia que teve
até família.

Tudo junto, até que
se enturvassem,
e a vida os levassem,
para o porto dos desavisados !

Porto dos incompreendidos,
jogo de duas pás:
uma para cavar
outra para tapar.

E assim a vida
se levou,
como a aragem
de vento primaveril.

Hoje em Trípoli ou
Gasgorra, o gosto do
vinho é quase o mesmo.

Mas a vida...
a vida, o tempo já levou.

Hoje, chorar não adianta
lá na frente tem gente
mais forte !

Gasta você em seu medo,
e se esconde dentro do passado,
pois tudo acontece no de repente.
E, no de repente, você chora !

Quando você procura
vai ver que todos
estão lá nas alturas,
e você - Diablo das Ilhas -
se vê dentro da caixa do medo
perdido e marcando horas
sem parentes e sem dor
dos filhos!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 25/09/2006
Código do texto: T249013
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel