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Jardins de Dionísio

Uma pétala fervente se deita ao fio d’água
Com suspiros em alma se resfolega
Ao cheiro de incensos seu pólen entrega
Ao toque macio da caricia de uma língua...
Um prazer que toca todos os sentidos
E com um veludo mantém os olhos vestidos...

Cruel metáfora que recai em pétala rósea
Um espinho a crucificar meu botão
E em meu olfato provocar reação
Cruel Rosa, seu lamento me dá náusea
Um momento que troca meus sentidos
Um vaivém emocional de dias aborrecidos

Cresce em solo ermo uma cruel Violeta
Que minha morte espera numa alcova roxa
Deitada em minha cabeça, sob sua coxa
E que a meus frios e dolorosos sonhos remeta
E como (viver) de plenos momentos sentidos
Uma cruel ilusão jaz em meus dias corridos

Um Jasmim delicioso sob este leito
Que traz a minha mente eróticos aromas
Que falam ao meu coração em todos os idiomas
Onde sem pudor, sem nada, me deleito
Ao som da vagos e soantes sentidos
Um sentimento enojante, um coração ferido

Uma Lótus curiosa vivendo aberta em flor
Um caminho tranqüilo recai sob esse Jardim
As maiores delícias em teus beijos sem fim
Regando essas duras plantas com um pouco de Amor
Uma ferida aberta sangra em todos os sentidos
E meu fôlego final, nas plantas, em todos os lados....
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 26/09/2006
Código do texto: T249423

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo