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De cada poro

De cada poro meu eclode um vulcão
De lavas incandescentes
Mesmo se meus modos são indecentes
Jamais permitirei parar as erupções
Convulsivas e descompassadas

De cada poro meu escoa água
Como se fossem olhos de água
Que vão se unindo e transformando
Num caudaloso rio

Este rio que sou eu
Deságua no delta
Do mar que me transformei
Nestes milhões de anos que tenho

De cada poro meu vaza um perfume
Que nada poderia ser tão puro
Nada poderia ser tão purificador
Creia que seus males pôr meu perfume serão curados

De cada poro meu vazo eu
E de cada eu vaza outro poro meu
E de novo de cada poro meu vazo eu
E de cada eu vaza um poro meu

E quanto mais escapam preciosidades
De cada poro meu
Mais me sinto completo
Mais me sinto perfeito

Fabio Damico
Enviado por Fabio Damico em 26/09/2006
Código do texto: T249701
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Sobre o autor
Fabio Damico
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 55 anos
120 textos (1502 leituras)
2 e-livros (59 leituras)
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Fabio Damico