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FELICIDADE

Por que te escondes nesse mundo tão teu?
E tão alto habitas no sono dos justos?
Na ida e na volta, teu tempo é um segundo
É sempre com pressa, com medo, talvez
Não sei por que não ficas se a todos agradas
Aqui há repouso, há "mate" e há espera
Há tanta conversa e piada esquecida
Entra e fica...

Serás sempre bem-vinda, a mais disputada
E os ramos de flores serão sempre teus
Por que não acenas aos meses que passam?
E não divide conosco um pouco de teu sol?
É inverno...

Todos te conhecem, alguns só da janela
E a todos contemplas, sorris e aqueces
Por ti muitos choram, tua vinda é um presente
Na parede és relógio
Na cadeira és espera
No tempo és avião
És um pouco de tudo de amor e perdão
O farol e a água de todos os desertos
E quanto tu vales?
Teu valor é moeda sem preço
O ouro não compra, é jóia que encanta...

É vitoria, paz e alegria
É pena que vives tão distante
Tão alta...

Quanto cálice noturno de lua minguante
Mas, tão perto quanto a nossa procura...

In Cavalgada de Esperança, Editora Alcance, Porto Alegre, 2005, pág. 77 e 78.
pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 26/09/2006
Código do texto: T250062

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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pássaro poeta