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AMOR, ESSE NÔMADE.

20- AMOR, ESSE NÔMADE
 
O amor é cigano em qualquer acampamento!
É nômade, é livre e às vezes se espraia,
antes que uma raiz se fixe.
Nômade, o amor se instala, faz festas...
Baila ao som dos violinos que ele mesmo toca e
magicamente acende fogueiras nos corações,
então gira, dança animado, pleno de felicidade e alegria!
Perdura em estado de amor,
no mesmo acampamento,
Gita que toca e dança a própria seguidilha...
 
Numa madrugada de sua existência,
saciado e pelo cansaço vencido,
vai saindo devagar
por seu instinto andarilho...
ou porque a fogueira se apaga lentamente,
ou porque a canção torna-se amena, serena e termina...
Mas, antes dos últimos acordes,
já o amor se vai e pode deixar lágrimas
ou pode causar pena...
A brasa, lembrança vaga do amor,
com um vagar de asa pousada, recolhida,
fecha-se à vida, pelo sopro do Deus Fogo, abandonada..
Então, se finda.
 
E o amor, nômade no tempo eterno,
caminha por suas trilhas ciganas,
em busca de outro acampamento.
Porque um amor assim liberto,
sem toques de violinos, sem festas
sem fogueiras,
sem destino,
sem alento,
não pode ser
feliz!!.

Maria Mercedes Paiva
 
 

Maria Mercedes Paiva Paiva
Enviado por Maria Mercedes Paiva Paiva em 26/01/2005
Código do texto: T2517
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Sobre a autora
Maria Mercedes Paiva Paiva
São Paulo - São Paulo - Brasil, 66 anos
76 textos (4412 leituras)
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