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CORAZÓN INDOMITO (Espanhol e portuguê


En tu corazón se funden
El canto del centauro,
Que trota en la floresta con sus cascos briosos,
Mirando lascivo el hueco de la ninfa,
Y la plañidera caricia de un río inagotable,
Rumoroso y salvaje,
Inquieto y desbordante.
Oh, tu corazón indómito...
Domarlo yo quisiera con mis besos,
Someterlo en caricias y susurros,
Aquietarlo en mis centros,
Desbrozarlo de penas,
Y cantarle muy bajo
Una escena de “Hamlet”.
Si alguna vez lo miras
Y lo recuperas,
A la vez que incorpores
El Fuego que lo nutre,
Me verás a un costado,
Pequeñito y esquivo,
Vigilando el latido
De tu sueño intranquilo,
Asedando tus días
De incontables martirios,
Bosquejando en su ritmo
Mil canciones de amor.
¡Tu corazón...!
Potro salvaje, rey benemérito,
Insomne poeta que imagina mil versos,
Niño solo y muy tierno
Que se niega a los besos,
Anciano sabio que a veces da consejos,
Pero ¡fuego!,
¡Fuego!,
¡FUEGO!,
Como un sol primordial,
Inagotable y quieto.


 
Versão em português por Marilena Trujillo

CORAÇÃO INDOMÁVEL

Em teu coração se fundem
O canto do centauro,
Que trota na floresta com seus cascos garbosos,
Olhando travesso o vazio da ninfa,
E a queixosa carícia de um rio inesgotável,
Barulhento e selvagem,
Inquieto e transbordante.
Oh, teu coração indomável...
Domá-lo eu queria com meus beijos,
Submetê-lo a carícias e sussuros,
Aquietá-lo à minha maneira,
Desfazer suas penas,
E cantar-lhe bem baixinho
Uma cena de “Hamlet”.
Se alguma vez o olhas
E o percebes,
Verás incorporado
O Fogo que o nutre,
Me verás a todo custo,
Pequenino e desconfiado,
Vigiando os solavancos
De teu sono intranquilo,
Azedando teus dias
De incontáveis martírios,
Esboçando em seu ritmo
Mil canções de amor.
Teu coração!...
Potro selvagem, rei benemérito,
Insone poeta que imagina mil versos,
Criança sozinha e muito terna
Que se nega aos beijos,
Ancião sábio que às vezes dá conselhos,
Mas... fogo!
Fogo!,
FOGO!
Como um sol primordial,
Inesgotável e quieto.
 
 
Alberto Peyrano
Enviado por Alberto Peyrano em 26/01/2005
Reeditado em 31/01/2005
Código do texto: T2522
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Sobre o autor
Alberto Peyrano
Argentina
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