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FORÇA

Caminha no silêncio da madrugada
No trilho da luta
Em noites de outono
Em noites sem sono
Que o forte disputa o trono da paz
A vitória sem preço
Que não teve começo e nem fim terá.

São noites de outono
São noites sem donos
Que o fraco ressona
E o frio forte se adona
Da esperança da ave
Da noite poeta
Da lua deserta

Homem, folha sem nome
Que o frio tanto consome
E nem voz dará

Que o fraco levante
Do túmulo alienante
E se una ao forte
Na aliança pela batalha
Sem o uso da navalha
Para hastear a bandeira
É luta incessante
De homens errantes
Vestidos de pedras
Bordados em mágoas
Que cavalgam por sonhos
E oram por dias risonhos
Sem lágrima
Nem pranto
Nem dor.

In Vai e Voa, Edições Caravela, Porto Alegre, 1991, pág. 73
pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 29/09/2006
Código do texto: T252531

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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