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Poesia de Bolso 50 ( Aparições )


Meus amigos não morrem
Caem no mundo
Brincam comigo de esconde-esconde
Chicotinho-queimado
E eles ficando mais frios
Embora eu me aproxime sempre
Gosto de imaginá-los
Halos de carne para minha fome
Minha saudade
Alimenta-se da placenta
E lambe as almas encantadas
Meus amigos não morrem
São rios transpostos
Para amenizar minhas secas
No semi-árido das lembranças.
Aldo Guerra
Enviado por Aldo Guerra em 29/09/2006
Código do texto: T252537
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Sobre o autor
Aldo Guerra
Rio das Ostras - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
296 textos (26097 leituras)
3 áudios (490 audições)
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Aldo Guerra