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PESCADOR

Que o mar não te devore
mas que te devolva
são e salvo
com o nosso pão e peixe
de cada dia
mais um suspiro de alegria.

Para que possamos brincar
outras tantas vezes
em nossa praia.

Não, que o mar não mude
da forma de calmo tapete,
manso corredor.
Que ele não torne
alçapão, guilhotina
- prisão -
que ele lhe seja como irmão.

Para que, juntos,
lavemos nossas roupas,
nossos corpos,
nossas almas...

Não!
Que o mar não perca
a calma
mas seja paciente contigo:
Que ele te dê abrigo
e lhe seja sempre amigo.

Que o mar não lhe traga
medo
nem a ti, nem a nenhum outro
filho de Pedro.
Marcelo Lopes
Enviado por Marcelo Lopes em 17/06/2005
Código do texto: T25261
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcelo Lopes
Guarujá - São Paulo - Brasil, 47 anos
475 textos (44341 leituras)
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Marcelo Lopes