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A Serpente e a amante

“Nulle plume n'est en état de peindre les grâces, les traits et les charmes secrets de ces huit enfants, au-dessus de tout ce qu'il
est possible de dire, et choisis, comme on le sait sur un très grand nombre.
— Marquês de Sade”

Voai serpente do desejo imortal
A lascívia em toque fraternal
Aflora diante de teus seios quentes
Que alimentarão meus fogos ardentes

E que toques tão cheios de pecados
Que nunca estão das delícias fartados
E memorando um breve sofrimento
Suave como a brisa em movimento...

Ofereça a mim teu lacre moral
Oh Serpente, bebei o vinho menstrual
O solstício vaginal há de romper a vulva
Teus olhos tão belos como a verde uva

Ofertai a Serpente teu selo puro
Deixai-a rompê-lo no escuro
Lentamente há de te profanar, dama
Enclausurada na moldura da cama

Voa! Voa Serpente extática
Mostrai a Ela tua mágica
Que traz a tona as sedosas delícias
Como o toque das suaves carícias

Oh Serpente, que trazes de repente
Uma paixão que é a mais decadente
Um vórtice de amor infindo
Do prazer que vem despido.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 30/09/2006
Código do texto: T253392

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo