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Aquilo que vira memórias...

Alguns choram pelo que fazem,
Outros por fazer minimamente
Outros por excessos incontidos
Mas bem poucos, pouquíssimos mesmo,
Por aquilo que deixa de fazer...

Terrina vazia na pia, alguma louça por lavar,
Retalhos de jornais espalhados, poeiras de outrem,
Outra ventania assolando a alvorada,
Pequenos gritos em formas de conversas,
Feros agitos que percorrem os espaços,
Veia lunar saltando para olhar a praça...

Copo d’água seco, na boca suja sem pasta,
Olhos vermelhos pela insônia, dor de barriga,
Toca telefone, toca de novo, tudo tranqüilo...
Vira as costas, outros que se pasmem...
Pequenas feridas que demoram a cicatrizar,
Danos poupados deixando sem graça...

Fantasias & experimentos pelo correr do dia,
A tez que enleva a freqüência de um sorriso,
Para muitos, que chuta a vida, que se danem,
Não é uma boa forma de você me olhar
Sempre vejo tudo com bons olhos
Mas não adianta ajuda só na dor da carcaça...

Pedras que voam direto na cara, dores...
Textos perdidos em algum HD interrompido,
Cavalgada sem precipitação, apenas carinho,
Esperas com desejos atrasados & sortidos
Verdades embutidas que divagamos ontem...
Tratados para novas agonias noturnas...

Quando a fixa cai, tanto tempo foi perdido,
Nada precisa ficar colado direto, senão seca,
Mas um olhar mais retido sempre adoça
Fragmentos diários de tão vasta solidão...
Não, não é uma palavra proibida, mas sábia...
Faz com que os lamentos se encontrem...

Um leve sorriso se pede na passagem,
Tudo que é grande, também tem detalhes,
Se importar com tudo tem sua relevância
Mesmo que alguns virem os olhos depois,
Nem adianta ficar só lá chorando agora
Quero mais é ver uma bela risada saindo para fora...

Pelo que fazem, alguns choram,
Fazer minimamente por outros
Excessos por outros incontidos
Poucos, pouquíssimos mesmo, mas bem...
Que deixa de fazer por aquilo...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 01/10/2006
Código do texto: T253704
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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