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Opsanus!*

A incerteza é uma descoberta estranha,
Pano pequeno em corpo sem meias medidas,
Cigarro apagado com gosto de barro, gás,
Uma dose de whisky a seco antes do jogo,
Sistema de repetição, afinco vesperais,
Carga que a noite monitora, tempo sem Lua,
Passageiro da alienação alheia adjunta,
Sexo postergado por uma desculpa qualquer,
Vilão aflito pelo crime não encomendado,
Fugas simétricas sem dobras, mais aflição,
Pesado pesadelo na cartáse íntima, segura...
Roda vantagens com o saldo zero,
Biodiversidade queimada feito fumaça,
A vesga visão de quem pouco se importa,
Tudo acaba em sexo, sempre um foda-se geral,
Epa! Tapem as orelhas das virgens...
A hipocrisia que trepa até nas paredes,
Todas as somas dos catetos incluem os coagidos,
Novidade é o pensamento sério prevalecer,
Enxugue as lágrimas, até os crocodilos riem,
Até começarem a comer o próprio rabo,
Aí, não tem mais ninguém para pisar na cabeça...
Pobres de plantão em processo de extinção,
Na hora que a água acabar, vai ser cômico,
Podem ir besuntando toda a porra atômica,
Desce o gelo, mudam marés, flora & fauna,
Sal em abundância, virando do avesso,
Laranja tão cítrica, quem nem para suco serve,
Uma grande sucata acima do nível do mar,
A energia que virou pó de imediato,
Anos de afogadilhos, bestial barqueiro,
Da moeda que sai da funda, fenda aberta,
Somem as tetas da vaca profana, água,
Acerta a vida, a regra & o desespero...
Você ainda respira!

Peixão89

*Opsanus Brasiliense, novo peixe-sapo descoberto em Santos, sem par de tudo que se conhece no gênero Opsanus da América Central.
Peixão
Enviado por Peixão em 05/10/2006
Reeditado em 18/10/2006
Código do texto: T256781
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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