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DOR-DE-FACÃO

dor-de-facão,
minha costela está em Vossas mãos.
No Éden, a chuva caiu
para matar a sede gota por gota
da hemorragia
e do barro vermelho
de onde veio, primeiro, a mulher!

dor-de-facão,
minha forma acomodou a dor de Adão.
Do Éden, a maça partiu
flertando com o cacho das uvas pagãs
enquanto vinhas
roubando frutas no pé
das árvores, segundo os homens!

dor-de-facão,
antes da espiga morrer, ainda broto,
no pé irrigado por São José,
há pelinhos pro pudor
vestidinhos de bonecas
e calcinhas rendadas
prontas para fogueiras
queimarem paus em grau terceiro!

dor-de-facão,
depois do corte, há risco de cicatriz
pelo filho que por sal chorará
a peçonha, a estátua, o veneno
não original de ter nome dado
na Sé em chuva registrada:
bendito fruto vindo do ventre
dos quartos caídos da serpente!
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 18/06/2005
Código do texto: T25774
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho