CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto
O tempo

Oh quanta brutalidade!
Meus olhos imantados de paixão
Viraram, no tempo, torneiras secas
De onde só pingam o sal e saudade

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Deusa

Toca-me com a poesia
Que há na magia do seu olhar
Envolve-me de luas e noites
Pelos caminhos seguro das estrelas

Deixe que eu beba do absinto
Que incandesce este teu sorriso
Para que a inocência dos teus lábios
Faça-me mais puro!


x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Um olhar

Quando eu te olhei
Por entre a imensidão dos seus olhos
Vi vastidões de planícies intocadas
Infinitos a serem descobertos

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Metamorfose

Quando você parir
As lagartas do medo
A borboleta nascida
Revelará um segredo
 
Machos e fêmeas
Compartilharão o mesmo corpo
Fundidos num só  sonho
 Encenando o mesmo enredo

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Rio de Sentir

À beira de um rio
de sentidos
Uso as palavras
Para lavar
minhas dores

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x


dallas/outubro/Infinito/de nunca e sempre
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 25/10/2010
Reeditado em 06/04/2014
Código do texto: T2577584
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
1049 textos (56885 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/04/14 15:44)