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JANELA AMARELA

... a paisagem é pouca!...

cortinas de bambus frágeis,
ventam e cerram
em definitivo,
possibilidades de sol

... a paisagem é pouca!...

há ânsia de mar na ressaca
do quarto azul
de olhos amarelados
que janela,
curiosidades incomuns
nas pinturas jamais vista em quadros

... a paisagem é pouca!...

nenhum verão,
o frio
nas ruas de paisagens tropeçadas
cria frieiras, calafrios, dores de sapato novo
aos que não sabem desviar os calos das pedras

... a paisagem é pouca!..

uma chuva bate de açoite na janela do quarto
vestida de amarelo
como se de grau em grau procurasse óculos
para vestir meus olhos
das falsas molduras da erudição.

... a paisagem é pouca!...

cortinas de bambus frágeis,
ventam e cerram
a possibilidade de assistir ao fim da rua
apesar de um sol fura-greves.
... a paisagem é pouca!...

e, antes mesmo,
de em definitivo cerrar a janela do quarto
tranco a porta,
durmo meus olhos amarelos
e morro para a rua.

... a paisagem é pouca!...

os bambus, frágeis.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 07/10/2006
Código do texto: T258926
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho