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Mote

                                      Mote




De pé,
Na falésia que se afoita sobre o oceano
Um vulto confunde-se com a bruma do Mediterrâneo
Cabelos esvoaçando
Açoitados pela bravura do mistral
Braços abertos, oferecendo o peito ao sacramento
Como se as seivas brotassem
E os nevoeiros se integrassem
Numa tela de choro e risos
Vindas do início remoto
A caminho do abrangente infinito.

De pé,
Como as árvores que morrem
E continuam vivas
Imagens de memórias
Impossíveis de apagar
Imponentes penedos
Imortalizando o labor dos tempos
As formas adulteradas
Da paisagem absoluta e inviolável
E o homem…
Minúsculo e gigante
Frágil e sábio
Indigente e abastado
Consoante saiba sorver
O que lhe é ofertado
E o mar e a terra
E as cores do arco-íris
Mote feliz de qualquer quadro.




Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 07/10/2006
Código do texto: T259032

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