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Onde a consciência…

Onde a consciência…

Este sol que nos invade… invade mesmo?
Quantos passos damos por dia, sem que reparemos
Nesta luminosidade que nos guia. o destino…
A pressa de chegar… a causa nenhuma!…

Quantos rostos, contemplaste hoje?
Quantos te olharam e saudaste?

Não tiveste coragem de reparar no teu semelhante.
Não tens coragem de dizer: bom dia, amigo!
Olho no olho, íris na íris, alma na alma,
Sorriso com sorrisos. Não consigo!
É tão difícil reparar nos meus
Defeitos de fabrico.
Somos peças inacabadas de qualquer matéria…

Esta cidade não é já, o meu mundo.
Simples formigas depositadas no enorme viveiro…
Nem isso somos, o insecto tem objectivo mais profundo.
Vivem e morrem em prol da comunidade.

Que faço pela minha comunidade, senão escrever…
Escrever palavras factuais, apesar de indeléveis,
Mas, que amanhã não lembro mais…

Algo tem de mudar na minha consciência, na nossa
Consciência
(isso existe?)

Usurpadores de consciências alheias.
Sem coragem de se reflectirem…
 

Luís Monteiro da Cunha
Luís Monteiro da Cunha
Enviado por Luís Monteiro da Cunha em 08/10/2006
Código do texto: T259249

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Sobre o autor
Luís Monteiro da Cunha
Portugal, 54 anos
36 textos (837 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 16:28)
Luís Monteiro da Cunha