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As visões do Ópio

A fumaça revela um passado longínquo
De delícias e prazeres nos mares do tédio
A trindade revelada através dos sentidos
Carne, alma e vida

E os enebriantes sabores mostram um véu
Onde dormem solenemente as ilusões
As minhas desgraças têm um fim
Nas nuvens brancas do meu cachimbo

Fumo. E hoje posso perceber
Que mais viajei em meia hora
do que em toda minha vida
E a cada devaneio, uma revelação...

Olho para trás. E tudo que vejo
são visões de um futuro retrocedendo
Até o instante presente
E, com isso, penso:

Quantas vezes endeusei esse narcótico
Acreditando na salvação através da exaltação
Oh Deus alucinógeno, traga a essa carne
Uma salvação e uma redenção

E durmo. Durmo para não acordar mais
Não quero mais saber dessa vida sofisticada
Cheia de perguntas sem resposta
E vazia de sentimentos
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 08/10/2006
Código do texto: T259762

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
799 textos (255528 leituras)
6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo