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Cacos de Gente

CACOS DE GENTE
Magela Arruda
2006


Ao nascer para este mundo,
Trouxe o meu jarro!

Há quantas formas, essências e utilidades de jarros?
Jarros de barro, porcelana, vidro, cristais e quantos mais.
Jarros de flores, de água, de vinho, jarros de leite, jarros de café e outros mais.

Quando vim para este mundo, vim como um jarro.
Com minha forma, essência e utilidade.
Assim todos nós nascemos.

Aqui geralmente somos deformados,
De acordo com as necessidades
E conveniências de nossos pais e mestres.


Crescemos, e ao crescer nos perdemos.
Jarros que eram de flores,
Transformaram-se em jarros de café.

Jarros de cristais;
Transformaram-se em jarros de barro
E vice-versa.

Fomos deformados.
Já não sabemos como nascemos!
Ficamos à procura de nosso jarro.

Estranhamos o jarro que atualmente somos.
Ficamos em busca do nosso jarro.
Como não existe jarro igual!

Catamos no amontoado de cacos,
Que também, como nós foram quebrados.
Difícil tarefa!
Encontrar um caco que um dia nos pertenceu.


Magela
Enviado por Magela em 09/10/2006
Código do texto: T260046
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Sobre o autor
Magela
Fortaleza - Ceará - Brasil, 71 anos
24 textos (555 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 16:44)