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Balburdias – II

Cabeça de prego, arrebentou a mão retórica,
Infla o orgulho na temporada de caça,
Parede fina que mal se agüenta em pé,
Penduricalhos trazidos da época contrária,
Flutuam rumo ao chão na velocidade do peso,
Matemática aplicada para dois mais dois,
Subtraindo o dobro constante no desvio,
A ruína do erário heráldico, apostólico,
Apólice vencida para novos trejeitos venais,
Como a mentira colada no onze de setembro,
Só perdeu quem estava muito fora do foco,
Enganos contando história dentro da história,
Massa bruta dentro do filamento solar,
Malditos infernais com essa cara de anjo,
Dane-se tudo aquilo que se acredita verdade,
A fumaça do cigarro brilha na montanha azul...

Cabeça de fósforo, arrematou a trave no ágora,
Relembra a cara levada, mercantil, garça,
Aforismos & simbioses para reiterar a fé,
Cardiovascular para uma intervenção mamária
Tocando buzina com toda a falta de senso,
Panacéias por tudo aquilo que virá depois,
Fórmulas multiplicadas, outra encosta de rio,
Misticismo alegórico, réu fantasmagórico,
A águia que bica o fígado, ceras & festivais,
Angústias pelas tantas dores que relembro,
Racionalismos imediatos do único bloco,
Lápis sem ponta tentando guardar a memória,
Mal se conta o peso dentro do resumo escolar,
Cotas & refiles que tripudiam quaisquer arranjos,
Dane-se tudo aquilo que beira a normalidade,
Esse gosto de café vem da América do Sul!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 10/10/2006
Código do texto: T260644
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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