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Latrocínio mata a luz

O homem pensa que está na casa do por vir
O homem não sabe que mora no canto que já veio
Alguém detém minha pressa
E à custo da veia
Da saliência na testa,
deitada, amarga, que socorre o fluxo
Paga pelo dissabor da frustração
 
Vem cá, coloca mais pausa na voz e me explica:
entre mim, o mundo e o atrito,
Algo mais pode esfoliar o espasmo,
Controlar o marasmo?
Desci do muro e  a ladeira
Me pressiona a desabar
 
E pela dor seguida, constato
Que o remédio não é o comprimido
Sei lá, cairia melhor no pulmão
desacatar a rotina
Gritar, sem estancar a sangria
Pois veja: o ladrilho que vigora
no limiar do olhar,
é estilhaço do corpo frágil
 
Deixar pra mais tarde não vinga,
 é questão pro momento
Vai, xinga e me dê ao trabalho
Me faz lembrar que o Vesúvio explodiu
Eu dito a instrução, veja meu rosto!
Colore a emoção desse moço
A potência atirou em seu flanco
E a mudança -  prepare-se
lhe cairá muito bem, meu belo.
Michell Niero
Enviado por Michell Niero em 10/10/2006
Código do texto: T260658
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Sobre o autor
Michell Niero
Osasco - São Paulo - Brasil, 31 anos
37 textos (3064 leituras)
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Michell Niero