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Bebo poesia como a flor bebe orvalho

Bebo poesia na rua
Como a flor bebe o orvalho
Pelos poros pelos olhos
pela pele toda
Imagens e canções
Pelo passo
Malabarismo diário
Pelo magro pelo largo
Pelo compasso do povo
No seu vagar
No seu pensar coletivo
No seu caminhar infindo

Bebo poesia pelo conteúdo
Pela forma livre
Pelo desacato às regras
Pelo transverso gramatical
No sem estilo da mistura
Pela luta e conquista
Palavra por palavra
Verso e inverso
Pelo universo do olhar
Farto-me de literatura barata
De cordéis e miçangas
Pelo que me sangra
Pela fala e artimanhas
As manhas da sobrevivência

Sou mesmo um poeta torto
Ordinário
Comum
Fabrico meu mel no meu casulo
No isolamento da minha panela
Na sela isolada
Na perifa brava
Ela é nada é nada é nada
É só pequena
É só semente, uma só.

Que planto agora no deserto das almas.





 
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 10/10/2006
Reeditado em 10/10/2006
Código do texto: T260786

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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