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Quanto vale um amor?



17.09.06


Diga-me, poeta, quanto vale um amor
Aquele amor romântico, amante, entre homem e mulher
O amor pelo qual sempre procuramos, mesmo sem querer,
Que dispara o coração, enrubesce, dá suor e tremedeira na gente?

Mas não é paixão, é mais que isso...

Aquele que nos remete à adolescência,
Que faz com que dancemos felizes, vemos o mundo cor-de-rosa
O sorriso fica estampado no rosto o tempo todo
E todo mundo percebe, por que reflete no corpo, alma e mente?

Mas não é ilusão, é mais que isso...

Um amor que nos leva a fazer loucuras,
Que não escuta conselhos nem opiniões,
Não tem distância que separe, nem ninguém que atrapalhe
Nosso último pensamento ao dormir e o primeiro a acordar?

Mas não é uma fase, é mais que isso...

Que nos faz rolar na cama sozinhos, agoniados
Faz chorar a distância, a ausência, o silêncio
Leva do céu ao inferno, numa gangorra louca
E quando reencontramos, tudo volta a ser maravilhoso?

Mas não é tesão, é bem mais que isso...

Aquela pessoa que não só completa as nossas frases,
Como ainda põe em palavras nossos mais íntimos pensamentos
Que tem os mesmos desejos, vontades e sonhos,
Que nos aceita em tudo, e nossos defeitos são apenas nosso jeito de ser?

Mas não é utopia, é realização...

Aquele que nos oferece tudo, nos dá de coração aberto,
E quando estranhamos o tanto, ouvimos “Você merece!”
Que nos ama sem medo, sem reservas nem pudores
Sente o mesmo que a gente, mesmo quando distantes?

Em que nada foi pedido, apenas aceito...

É o nosso complemento total, ideal, inimaginável
Com quem nos sentimos um, em casa, livres no mundo inteiro
Que nos surpreende por ser tão parecido conosco
Como uma versão melhorada de nós mesmos?

Um anjo, um presente dos céus, espelhos...

Que nos faz chorar de alegria com cada frase,
cada palavra, cada gesto, cada pensamento,
Com quem nosso corpo vibra como nunca,
Pulsa inteiro e vibra de emoção fremente?

Alguém a quem sentimos na alma, vemos em tudo, sentimos dentro da gente...

E então, esse amor simplesmente se vai...
Não diz adeus, nem até logo, nem nada mais
E manda muito depois um recado
Em que traduzimos medo, insegurança, e por isso, desistência

E sofremos por sentir sua dor, e não poder nada fazer...

Ah, poeta...
Não sei quanto vale sentir-se um Ser tão completo, total e amado
Um amor que nada abala, e ainda se propaga de dentro da gente
para o mundo todo, de tão grande, de tão lindo...

Que mesmo distante, as palavras ressoam dentro do coração da gente,
E ainda nos fazem chorar de emoção por termos sido tão amados
Mesmo passado muito tempo, mesmo fugindo da gente,
Porque a gente sabe que existe, e continua a esperar pacientemente...
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 11/10/2006
Código do texto: T261561

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21460 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 16:00)
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