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Mil Dias

Hoje nada me ouve, coisa nenhuma me vê ou toca
Estou fugido, arredio do holocausto interno
Acampo nu no meu peito, feita, velha capa, a maloca
Tremor de febre, me ausenta do inverno
Se faz o corpo de porta que a saudade desloca.

Gritos, sussurros, abafados ecoam
Pelas paredes dos meus pensamentos
Saudades vivas, mãos semi-estendidas, voam
Sibilam você, em mim encantamento
Das cores pálidas que em meu rosto destoam.

Sofismo é tua ausência, contradição permanente
De todo ter-te comigo, quando duvido ou creio
Sou mais que loucura, sou viva alma dolente
A esperar, uma vez mais teu arreio
Enquanto aqui ou ali, vou ausente

Não é que baste, que encha, a companhia
Apenas arrasta, mil dias, quando um segundo já é suficiente.
Gustavo Schramm
Enviado por Gustavo Schramm em 12/10/2006
Reeditado em 05/02/2007
Código do texto: T262322

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Sobre o autor
Gustavo Schramm
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 36 anos
88 textos (4350 leituras)
7 áudios (676 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:59)
Gustavo Schramm