Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

CLASSE MÉRDIA

Em carros explodem motores.
São engrenagens prestes ao estouro...
O fuzil, uma moça e a granada,
resolvia à obra da fachada.
Ó problema gradeado,
aconchegante lar de juízos melindrados!

Na casa o rato trôpego
come um pedaço de teto,
o cachorro tarado
e o esquilo cego.

Entretanto,
há mitificação!
Há ordenação e esperança.
Há fiscais do Ibama!

Classe mérdia,
requisite seu poder de veto,
com tijolo, cal, concreto.

O prato fundo é servido à mesa.
Ó mulher ingrata!
Questiona de barriga cheia,
nossa posição econômica,
minha memória vomitiva,
sua beleza atônita,..

A burrice nuclear,
vai se acabar num truque mágico;
num crime passional;
numa página policial;
e não no Leblon,
como profetizou o vidente pneumático:
-“Fim de novela”!
Dirá na conversa, o mundo,
tombar-se sob os teus dentes cariados.

Amadureçamos ecumênicos,
diante ao banditismo sistêmico.
Doravante,
toda à subjetividade coletiva,
e eu anêmico.

Classe mérdia,
no quiosque,
peça arsênico!
RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 12/10/2006
Código do texto: T262737
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
RODRIGO PINTO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 98 anos
316 textos (19099 leituras)
2 e-livros (908 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 16:32)
RODRIGO PINTO