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Ancoradouro


                             Ancoradouro






Há sempre um molhe onde ancorar
Mesmo se as lembranças de outros portos
Nos preenchem a memória
Cais venturosos onde fundeamos sonhos
Cais clandestinos nas madrugadas de prazer
Cais desertos, angustiantes na saudade da partida
Cais abertos como uma porta de saída.

Há sempre o tempo do esquecimento
Para varrer do pensamento as feridas mais profundas
Há mares revoltos e brisas amenas
Noites mornas de luar no verão da despedida
E há uma estrela a cintilar
Na curva da vida.



Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 12/10/2006
Código do texto: T262798

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