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Arte finalista


Alguém que meta os pés pelas mãos, que seja bem mais inconseqüente que eu...
Pois eu sempre tive muita consciência de viver a insanidade e ser sã.
E mesmo sabendo de todos os defeitos que esse alguém possa ter
Eu quero que todo a meu ser passional seja libertado.

Alguém que nem peça, mas exija um descuido
E que implore o que eu nunca poderia dar, numa gota de desespero.
O esposo da loucura e a irmã do infortúnio.
Porque toda chama não vagueia sem os ventos e
A quase brisa-viva do candeeiro.

Peças alusivas a uma vontade-desejo.
Eu que quis que tudo se espandisse de mim mesma
Cri na minha falta de vocação ao subversivo:
A preguiça que esse alguém me aconchegue.

Noites de cores de tendas caídas
E meu não-me-importo de dores nas juntas.
Mãos serenas que pesquisam a todo momento os tipos de toque
E o adeus por segundos.

Alguém que venha, mas que volte de onde não sei porque eu sempre pelejo
Pela fé, desbotoada de seu abrigo.

Ah, essa pessoa que me destrói e me reconstitui imperfeita
Em que todas a cola que derrete na primeira tempestade
Se transforma no alto-relevo que faltava.

Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 12/10/2006
Código do texto: T262930

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck