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À Deriva

Ando em círculos na insônia
perambulando no ermo;
sinais de fumaça
em cada verso...
O espelho dos olhos para a lua
a aviar mensagens
com reflexos de luz.

Enclausurado em mim
por mais que grite meu silêncio
as sílabas não soam
porque a dor só se expressa
no que imprime em sangue e lágrima.

A lástima do verso
é sangrar letras nos dedos
até a alma diluir-se
e vazar cristal nos olhos.

À deriva no poema
sigo o rumo das estrelas
que descrevem, noite adentro,
o trajeto que se queima...

Pode ser que os teus olhos
me decifrem nas pegadas
que transitam pelo tempo
na areia das palavras.



 
Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 16/10/2006
Reeditado em 16/10/2006
Código do texto: T265456

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Vaine Darde