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liberdade aprisionada

quatro paredes sombrias
desenham a raiva
de quem as olha
em direcções diferentes...

sob o sombrio morrer da noite
agigantam-se fantasmas
nos medos do carcere...

de furias submersas,
esgrimem as procuras
nos olhos extasiados
da subversão...

...quem dera que a aurora
fosse livre,
que o nascer do dia
não fossem os quadrados
que as grades refletem
na prisão da liberdade...

...que as ideias, os gritos
não fossem proíbidos,
que a palavra não fosse manietada
e o homem espreguiçasse
cada raio de sol...

...quem dera
que cada homem fosse digno de si
e todos fossem livres
de dizer o que pensam,
                     o que sentem, lutando
                     por um mundo melhor.
 

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ao meu Avô José Maria Videira,
Sargento Videira,
que lutando pela liberdade,
pela causa comum,
sofreu a prisão e o degredo
no regime de Salazar.
João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 16/10/2006
Reeditado em 16/10/2006
Código do texto: T265790

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos