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Vista Cega

Foi-se embora da minha vista cega, mas não do coração meu que perdoa a todas as dores que causou a mim!

Não cabe a mim perceber que as dúvidas suas são demasiadamente insensatas;
Na outrora vazia deixei-me acalentar nos mais sombrios devaneios...
e persisti em reconhecer-me amedrontada...
E você?
Nem sequer respirou o mesmo ar que eu!

Nesse instante de inconstante perturbação,
ralha-me a alma a pedir-me: -Basta!
E assim, sem desejar a morte desse amor;
sigo em petulante resplendor.

Acredito ainda em nós.
Mesmo com a dor do coração meu,
mesmo o sangue da alma a esvair-se,
mesmo o corpo padecendo à fome do seu,
acredito ainda em nós!

E é por isso que estou condenada a essa degradante situação!
Humilho-me não é porque não ame a mim;
mas porque amo mais a você!


Ellen Cristina Caponi
INSÔNIA
Enviado por INSÔNIA em 13/12/2010
Código do texto: T2668929
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Sobre a autora
INSÔNIA
Penha - Santa Catarina - Brasil, 37 anos
23 textos (452 leituras)
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