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Dúvidas Filosóficas

                    Dúvidas Filosóficas






Vou ignorar a hereditariedade
E os códigos genéticos
Talvez assim me possa soltar
Da congénita aberração social
E partir irrequieto e curioso
À intrínseca desvenda do eu original.

Quão redutores são
Os fundamentos de todos os “ismos”
Que até a mim me fazem cultivar o saudosismo
Das dúvidas argutas que me serviram de alicerces
Formando-me selvagem
No advento da minha criancice.

Dou ao endiabrado acaso
A força de lei que não reconheço nos estados
Pretendiam-me submisso, não obrigado!
Nas chamas de um qualquer purgatório desnecessário
Ardem as tábuas das leis prepotentes
Magicadas à medida dos interesses sectários.

Eu jamais me senti apto a ser mandado
Por isso deixo às feras os meus ossos já rapados
Aos filósofos
Admiro-lhes o mérito de pensarem em voz alta
Desde que não me gritem
Nem interfiram no meu desassossego
As minhas dúvidas chegam-me como enredo
São pessoais, nunca fiz disso segredo
Basto-me a mim próprio
Apesar de saber
Que nem eu mesmo me percebo.




Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 18/10/2006
Código do texto: T267531

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