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Sem título(22)

O poeta é verso no sexo

Com o poder na ponta do fuzil.

A carícia e a unha

Glande na vulva delícia

E no recto o erecto ser concreto
.
A frase suada em delírios

Palavra a palavra

Gritadas as dores e prazeres tentados

Poema inteiro

Orgasmo

Em carne viva

Poeta de espírito aceso

Em corpo latejante

Leito feito em framboesas groselhas

Cama no bosque vermelha

Deitado cabeça ao alto

De prazeres consumido

Acto e palavra consumados
.
O verso acutilante em ventre redentor

Lança em riste

Centelha viva

Incessante guerrilheiro

Infatigável amante
.
Arquitecto da forma depurada

Boca a boca

A palavra

Beijo de estilo

Pintura

Língua e sexo acto poema

Verso e reverso do enlace glorioso

O poema por escrever nos hiatos da peleja

Física

Intensa

Tumultuosa

Tântrica e sublime

A cama ornada de suores

Leitos inventados

Cavalgo a palavra

Cavalgo-A

E sou já corcel

Rebeldemente dócil

Da amazona luminosa

Conspiramos lascívias

Fundimos noite e dias

Fundimo-nos

Carne entrelaçada no verso

Em almas penetrantes de desejos





                Dionísio Dinis
                         
Dionísio Dinis
Enviado por Dionísio Dinis em 18/10/2006
Código do texto: T267705

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Sobre o autor
Dionísio Dinis
Portugal, 54 anos
126 textos (5406 leituras)
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Dionísio Dinis