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PAREDES TÊM OUVIDOS

juntos,
como nunca aproximados,
amantes se esperam
[tardios]
sem separações

nos recantos
[onde o amor não era assim tão amor]
foram aparadas arestas
[letras tês e lês]
do alto rapapé ao baixo rodapé

com desencantos:
[jarros de barros frágeis, flores não artificiais]
do piso, ainda, em cimento
à planta do pé da casa

[ou apartamento]
 
palco
onde festas, peças, gestos
[atorais]
que vivem mais do que a sala de espera
abaixo do céu e acima da terra

juntos,
como nunca aproximados,
amante se encontram
[unidos]
sem separações

mesmo quando nos cantos das paredes que os cercam
[onde o amor jamais sentiu gosto de amor]
pisos alaguem, fornos abrandem
[silêncio]
há vizinhos, no outro lado das paredes ou nos andares de baixo,
sábios a perceber que
nem todo prazer amarra casamentos.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 19/10/2006
Código do texto: T268271
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho