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Poema novo

Deixe-me apertar todo meu sopro
Neste suspiro oco de moral e passividade:
Sono à meia-noite é meu gemido triunfal.

Um quase intercruzar de almas vadias
Pois aqui não há sombras da consciência
Do que sobra depois da culpa do querer ainda mais.
Brinde aos olhares estranhos:
São corpos que morrem aos primeiros beijos nossos.

Eu não respiro enquanto me colas:
Meus cabelos são sais que espumam em tua saliva raivosa.
Acho a minha sorte na surpresa da violência
E minha morte num gole de martini.

Não preciso mais que tuas mãos me mostrem
Onde pousar a assinatura na escultura de mármore:
Estas já fazem parte da minha coleção de fotos.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 19/10/2006
Código do texto: T268445

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck