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Impossibilidades me atraem

Crianças e gatos são sinceros
como árvores e liberdades democráticas

Mulher moleca e atrevida
tem vida em abundância
como uva, que se dá em cachos
ao contrário de gente honesta
solitária, rara
como é escasso gesto solidário
Gentileza
espaço livre, verde, água límpida

Gosto de impossibilidades:
ver o Rio Tietê limpo de novo
Adonirans Barbosa aos montes
falando da São Paulo aflita
dos loucos incuráveis e dos que optaram
gosto do Fernando Gabeira
o de ontem e de agora
da coerência/ vivência existencialista
de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir

Gosto de me embriagar com palavras
mesmo que isso não leve a nada
não mude a regra
não altere a rota
não dissipe a névoa
não altere o resultado da eleições

Sou assim: um mar de impossibilidades, mas tento
sopro meu vento
toco minha nau e faço algumas canções. Só
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 21/10/2006
Reeditado em 26/10/2006
Código do texto: T269794

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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