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A QUEDA DA NOBREZA


Princesas em piscinas afogando seu colares,
pérolas avulsas à procura de mares,
um rei, que de fato,
anda de quatro,
já sem sapatos,
estranha voar...

Príncipes cegos tateando por pregos,
nervosos por sonhos com macacos lerdos,
uma rainha, que se sabe,
por baixo lhe invade,
anágua de frade,
adora cantar...

A casa real, se por bem, se por mal,
caindo aos pedaços, isso é bem natural,
formigas-rainhas levantam, baixinhas,
imensas cidreiras, cheirosas, fininhas,
o reino, de fato,
se feito de mato,
anda de quatro,
vai afundar...

De longe o mais belo, de perto o mais feio,
de dentro o mais falso, de fora o arreio,
a turba perturba a vulva da chuva,
a messe remete valores sem lupas,
familia real, se por bem, se por mal,
já fina seu fado, estranho bordado,
o povo, em ovo,
põe-se, de novo,
a coser o irreal.



Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 21/10/2006
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T269975

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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