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Da Rua Que Vejo – I

Somou a sombra da vez, pastilhas,
Recargas das aranhas, outro rock de Lennon,
Cara de chiclete mascado, rotina que vai,
Foge do assunto como demônios da cruz,

Alguma vergonha ou medo, sabe-se lá,
Feia expressão, cabelo desarranjado,
Toda a quadricomia naquilo que se veste,
Tempo ainda ruim, um jeito cinza de ser,

Nem o Sol da tarde traz brilho ou entendimento,
Talvez o sexo não tenha a qualidade esperada,
Se não foi bom, nem adianta insistir,
Mais tempo a perder sem melhor razão,

Sobras para apenas ouvir suas reclamações,
Apelo isolado para outras diversões,
Tela vazia mais uma vez, pastilhas,
Sobrecarga nas aranhas, vida como vilão,

Lobo no aquário observa risos marotos,
Tantas com vontades, esbarrando no medo,
A mortalha que encobre a entrega total,
Os laços nada frouxos das bocas malditas,

Sem valer a pena importar-se com esses infortúnios,
A veia castiga, sensores ativados, lágrimas,
Outra noite entre sombras & sonhos avulsos,
A menina dos olhos que nunca desce na rua!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 22/10/2006
Reeditado em 24/10/2006
Código do texto: T270442
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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