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Faz de Conta

Faz de conta que tudo
é parte de uma coisa só;
que a solidão só ficou mais densa
e descabida.

E faz um guarda-roupa bem
americano.
E evite cidades
mexicanas!

Faz de conta que ontem
não passou;
que a noite entrou pelo
dia;
faz chacota de criança
sem berço,
e mergulha no corpo,
o milagre de
nossas vidas.

Faz de conta que é o cedro.

Faz de conta,faz meio-termo
mas não faz desfeita
nem levanta muros perfeitos!

Faz de conta que é o cedro!

Mas, agora, que se foi,
deste trem, ninguém parte,
mesmo que fumaça faça,
mas ninguém sai.

A luz das almas
de dois berços;
só sai com reza
e com o sal da terra.

Se não acredita
dou uma pista:
sou oferecimento
coisa dada e
roupa de varal curto.

Sou de cedro apaziguado!

Se não acredita,
grita por minha mulher
e vai descobrir
que ela mora
bem perto da abóboda do céu.

Que tudo foi passageiro.
Bem de repente.
Igual a um cedro.
Argila quase profana, mas
agora benfeitoria dos anjos!

Só, foi pro céu,
e deixou âncoras de amor
nos comodatos
e desesperos de minha
saudade já sem fatos !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 22/10/2006
Código do texto: T270827
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel