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A Morte do Amor: sociedade de pedra

A sociedade olhou nos olhos da medusa.

Alguém gritou: – o amor morreu!

Todas as pessoas sensíveis foram apontadas como hereges.

E foram condenadas a doses diárias de lítio e outros anti-sentimentalismo.

Quiseram me revestir com uma couraça de titânio, à prova de niilismo e desespero.

E o amor morrera mesmo!

Nas esferas pessoais

De esquizofrenia

Gemendo dores num quarto lúgubre, tecendo teias de esquecimento.

Contam os jornais que por fim ainda se esforçara para lembrar de alguém para pedir socorro.

Alguém que se esquecera, que não conseguia se lembrar.

Que trazia apenas um conforto longínquo, quase apagado.

E ele, coitado, não sabia que já era muito tarde para lembrar dessas coisas.

Desse nome ruim que se esquecera de alimentá-lo,  de cuidar de sua doença, de fazer justiça, e que, por fim, o abandonara.

Quando deveria ironicamente dizer - Viva a Indiferença!
Sérgio Caldeira
Enviado por Sérgio Caldeira em 04/01/2011
Reeditado em 13/05/2011
Código do texto: T2709067

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Sobre o autor
Sérgio Caldeira
Itapecerica da Serra - São Paulo - Brasil
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