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Homens e Urubus

Eu quero é liberdade para o meu povo
que vive sob o tapete da tirania,
sem ter condições de vencer
esta covarde batalha...
Pode arriar a bandeira
e hastear a mortalha.

Pode servir o pão recheado de granadas,
o prato cheio de balas perdidas,
o bolo confeitado de fome e prantos,
e realizar o banquete da vida.
Vida??

Não consigo ouvir outra coisa
a não ser o grito silencioso
de um povo:  patriotas ignorados,
seguindo um cortejo misterioso.

Pra que afiar a navalha
se a vida retrata a morte.
O ladrão nem precisa
arrombar a porta.
Ele tem todas as chaves
e a justiça está morta.

Guarde as promessas e ofertas,
ninguém mais quer compaixão,
minha nação está morta.
Os “poderosos”  escrevem
torto por linhas certas,
e nós somos os escravos
sob o chicote que dilacera
a alma e destrói a nossa
dignidade.
Quê?  Dignidade?

De que adianta cantar a beleza,
se o coração está pungente?
De que adianta cantar um hino
se a nossa vida é pingente?
Pingente de um trono sem rei...

Temos é que se desfazer do trono,
algemar esta nobreza invisível
que algemou a honra de muita gente.
...........................................................
Somos escravos... de pátria sem lei.
Homens e urubus lutando
todos os dias em busca de um pão.
Precisamos de muito pouco:
apenas um hino, uma bandeira... respeito.
Uma noite de sono tranquilo, e
uma verdadeira nação!!
Elias Pereira
Enviado por Elias Pereira em 22/10/2006
Código do texto: T271057
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Sobre o autor
Elias Pereira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
5 textos (494 leituras)
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Elias Pereira