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Poema Mendigo

Às vezes
o poema
é como
um indigente...
Face esquálida
corpo abatido,
jogado por aí.
Mal o percebo
ao passar por ele
tão ocupada estou,
em matar
esta fome
desnecessária,
que eu carrego.
Mas sua voz
implora
e, entre
distraida
e impaciente
sou obrigada
a retroceder.

Procuro
na bolsa
a moeda
que comprará
o momentâneo
silêncio.
Mas,os seus olhos
de puro fogo,
ainda insistem
subjugando
os meus.

Quer
meu poema-mendigo
que eu enxergue
a vida oculta
ali,no último
degrau
da existência?
humana?
Ou é somente
um espelho
refletindo
minha face?

(escrito em 2005)
Mareluz
Enviado por Mareluz em 23/10/2006
Código do texto: T271879
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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