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Morrera eu para que se finasse em mim a náusea de divagar
E no abstracto amorfo das interrogações
Achasse as explicações para as minhas inconclusivas questões.

Errasse eu na remissão cósmica da eternidade
Expiando os pecados milenares de todas as ingenuidades
Ignorando o facto que de facto há maldade.

Fora eu o exemplo onde confluísse essa irrealidade
E incumbido de transportar tão importante fardo
Executasse com desenvolto empenho essa tarefa mártir.

Mas….Há tantos que sofrem e acham isso fácil
Que coro envergonhado por me julgar desconsolado.




Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 23/10/2006
Reeditado em 23/10/2006
Código do texto: T271902

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