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Alma da Rua


Desafinada como a minha voz,
Minha viola seguiu nos meus ombros,
Ladeira acima, da rua deserta,
Ziguezagueando passos a sós.
...A vida, ainda em escombros;
Escorrendo pela porta entreaberta...
 
Entre o céu e as pedras desbotadas,
Do calçamento, que avanço lenta,
Com pés trôpegos, arrastados,
Janelas escuras, escancaradas,
Sussurram o que a alma lamenta;
Só a luz da lua guiando sem certeza,
Os passos molhados pela tristeza...
 
No topo da ironia, segue a melodia,
Pelo palco das alamedas vazias,
Quando sem fé a vida anuncia:
Guardem as noites e quarem os dias,
Que a alma solitária já me pesa,
Negra como a noite que convida,
Unir os passos dessa reza;
Numa cantata, cruelmente sentida...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 23/06/2005
Código do texto: T27191

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55630 leituras)
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1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 16:34)
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