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Náuseas

Neste espaço eu vim pra me dar conta de mim mesma
Diante do pessimismo fundado em todas as justificativas do medo.
Nivelei-me a cada tumor do cansaço e trazendo o regresso.
Se a grandeza está no que vem após a coragem
Quero reinar o reinado de minhas provações
E compassar todo meu peito ao ritmo das razões.

Desvencilhada por algum tempo do único mal que me destrói inteira
Compreendi que nada vem que não venha de mal-presságios:
Sentir-se bem é saber que tudo que vem não vem pela eternidade.

A sagácia dos meios que nos convencem é nos ser diferente
Das exclamações pitorescas de nossas próprias atribuições:
Tensões me forçam ver que se valhe a pena viver nas naus e embarcações
As náuses são involuntárias, sujas, asquerosas e temporárias.

Agora os anos podem passar que aqui nada mais reprova ou desaprova
Depois das malhas de um ser perdido em sua própria desmesura
Da vida por alguém não compartilhada.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 24/10/2006
Reeditado em 03/04/2008
Código do texto: T272240

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck