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O poeta, o velho, a cidade, os pássaros e os sonhos

Os passarinhos do meu bairro não dizem muito da natureza.
Desaparecem entre as casas no céu sisudo,
Disputam às asas migalhas de pão,
são livres,
mas preferem esse cinza.
O velho, comovido, passa o tempo chovendo migalhas
tocado pelas mãos do Deus Onipotente do Universo.
pensando que por si semeia bondade.

E esta luz que não se apaga:
Janela vai dormir!
Deixa de olhar o velho,
e os pássaros que catam pão e migalhas no pensamento do poema.

Parece que somente estes se movem.

Olha os postes sonhando!
A madrugada tecendo!
O colorido! Que colorido? Ah, não tem colorido.

Mas deixa, amanhã é outro dia.
Outro poema,
Outro poeta.

E a vida caminha pelos sonhos da humanidade.


 



Sérgio Caldeira
Enviado por Sérgio Caldeira em 11/01/2011
Reeditado em 22/09/2011
Código do texto: T2722718

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Sobre o autor
Sérgio Caldeira
Itapecerica da Serra - São Paulo - Brasil
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Sérgio Caldeira